Um Poema a Quatro Mãos de Beethoven

Meu amigo, e mestre amado
Poeta músico e escritor
Nas entre pautas de uns versos
Queremos te dedicar com amor
Nossa homenagem sincera

Porém, que não seja só quimera
Nem tampouco ficção
Essa data gloriosa

Não sei seguir com rigor
As regras de um poema ou canção
Minha regra é solta e livre
Com liberdade de expressão

Hoje somos dois a pensar
Quatro mãos a escrever
Um soneto de louvor a você
E uma sonata de amor ao luar

Sem Goethesismo
Sem Schilhersiam
Com a própria personalidade
melhorada e educada,
sem os desvãos da surdez
e da própria irreverência
da rebeldia mal educada
Volto a ti com reverencia
e na mais completa humildade

Decidi te homenagear
Com a ajuda da nossa amada
Trazendo-te magnetismos
Sem cair no empirismo
Sem cair em fatalismo

Vôo noutra meu amigo
revoltas ficaram pra trás
Tenho agora o aplauso de Deus
Dos anjos e homens de paz
Aprendi aqui no Espaço
que nós os gênios que voltarem
com uma missão qualquer
têm a obrigação e dever
de se despirem da raiva,
das mazelas e rompantes.

Pois pensamos que com isso
Iremos impor e ferir
aos que nos tenham ofendidos
pois achavamo-nos merecidos
dos sofrimentos e dores
que sentíamos no coração

Então, aqui ao chegarmos
Com toda essa bagagem
o sofrimento cresceu
ao vermos outros irmãos
que achávamos nestas paragens
Pois, no nosso entender
Foram maus e estavam bem
foram sicários, foram feitores
porém todos estavam bem

Eu que tinha sido bom
Fiz da música o meu viver
Amava a Natureza
Amava a sua beleza
Era puro de coração
Só queria dar emoção

Meus sentidos eram aguçados
Podia ouvir o canto dos pássaros
Olhar o sol e as estrelas
Sentir o perfume das flores
Sentir o sabor dos frutos
Tocar a face de Deus

Pois sendo músico, amigo
Sentia que era um Deus,
Vivia em paz comigo
Subia aos céus e além
Um dia sem mais nem menos
Amputaram-me a audição
Do céu em que eu estava
Desci toda essa imensidão
Fiquei desesperado

Não ouvia minhas músicas
Não ouvia mais os pássaros
Olhava só para o chão
Os perfumes eram outros
Os frutos eram azedos
Ao invés de face de Deus
Só tocava o meu  coração
O mundo para mim
perdeu todo sentido
só a música me salvava
de total degradação

Quando no momento da morte
ao levantar o meu punho
quis desafiar a Deus
lançando uma maldição
senti como uma flechada
atravessando o coração[1]

Nesta minha passagem
muitos anos retrocedi
passaram-me muitas cenas
dos tempos todos em que vivi
Tinha todos os quesitos
Pra cair em mãos malvadas
Quando amigos que me aguardavam
e dentre eles o teu espírito
Senti que me arrebatavam
das turbas conturbadas

Neste momento, amigo
Senti que me engrandecia
Paz enorme e duradoura
meu espírito sempre subia

Minha audição se ampliou
comercei a ouvir belos sons
E a música que marcou
minha entrada nos céus
fazendo com que novamente
eu visse a face de Deus
Acredite simplesmente
foi uma Cantata de Bach

Foi indescritível a emoção
Chorei, orei, cantei, regi
E em homenagem a um grande coração
Que muitas forças me deu aqui
Ajoelhei-me e prometi
que tudo faria para que a humanidade
sofresse menos, ou nada sofresse
ou se sofresse, que compreendesse
que todo ser é eterno
que pode e deve lutar
pra estar sempre em harmonia
e que sempre em qualquer lugar
as centelhas que Deus espalhou
estejam sempre umas c’oas outras
Em sublime e grandiosa sintonia

Ludwig Maria Van Beethoven[2]

16 de dezembro de 1988
Parabéns ao Genial e Querido Mestre de Bönn

[hr]

[1] Até aqui captada por C. A. Yezzi em 22/11/88 , 4:30 horas da madrugada
[2] Até aqui em 06/12/88 as 4:00 horas da madrugada, captada por C. A. Yezzi
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s