A Mãe Solteira

A mãe solteira, essa mulher mágica grandiosa que amando ou não seu futuro filho, faz das tripas coração para sobreviver sob as avalanches de problemas, dúvidas, incertezas, inseguranças, abandono, falta de carinho, solidão e sem vislumbres positivos quanto ao seu futuro e ao futuro do seu bebê.

Muitas se desesperam por se verem caídas em desgraça, por pensarem que até Deus as tenha abandonado naqueles terríveis nove meses que permanece com seu filho em seu ventre, outras pensam em suicídio, aborto, muitas os cometem tresloucadamente, outras resignadas e firmes decidem seguir na caminhada com firmeza e renuncias mil por não deixarem faltar nada ao seu ente querido que vai nascer.

A estas me dirijo principalmente e àquelas também, pois cada uma vive de sua maneira seu universo e o sentem da forma que o seu nível de conhecimento lhes permite ver e sentir. Ambas, as mais fraquejantes e as mais fortes, as mais pobres e até as mais ricas, são sem dúvida alguma grandes heroinas da humanidade e infelizmente poucas reconhecem o dom Divino que é o ato de por no mundo um novo ser.

Desconhecem sua trajetória kármica do passado longínquo e muito menos o seu presente e o seu futuro, por isso, dentem-se desamparadas pela sociedade e por Deus, mas na verdade, elas estão recebendo um presente dos Céus pela dádiva de poderem ser mães e darem o seu corpo para a formação de um novo corpinho para ser o altar de carne de um novo espírito que teria forçosamente que vir a nascer por ela e só por ela se desenvolver.

Portanto, essas heroínas anônimas, devem se sentir predestinadas por Deus para serem as portadoras da luz Divina que, por meios diferentes ou linhas tortas colocam no mundo novos seres que poderão servir de grandes esteios familiares e grandes bases para o próprio futuro delas mesmas suas mães sofredoras. Esses seres muitas vezes e as vezes raras brotam para serem ao mesmo tempo o amparo de suas próprias mães ou as âncoras que farão com que elas trilhem novos caminhos para o Alto e para seu equilíbrio espiritual e físico, chamando-as às responsabilidades para um novo viver sadio e objetivo com vistas na desintoxicação dos seus perispíritos cheios de culpas e mazelas ou leva-las pelo esforço e dedicação material a alimentarem em si próprias, o conceito da verdadeira mãe que é aquela que não só da luz mas se dedica a criação e a educação daquele espírito que veio através dela e portanto necessita dele para seu caminhar na vida.

Entretanto há aquelas mães solteiras que apenas dão seu corpo para dar a luz ao novo espírito, são as chamadas parideiras compulsórias, ou seja, aquelas mulheres que servem ao Criador para pôr espíritos no mundo que só poderiam vir através delas utilizando-se do seu sistema genético e que seriam rejeitados por outras ou pelo mundo se elas não existem. São portanto, abençoadas da mesma forma, pois estão contribuindo para o renascimento de almas que virão para cumprirem sua missão entre os vivos entre a humanidade e na sociedade da qual participarão.

Muitas dessas almas são de graus elevados e como já foi constatado historicamente, passam a ser heróis famosos e desbravadores de novos caminhos, levando a humanidade a novos descobrimentos, a novos conceitos de sabedoria e de resgate kármico coletivo. Desta forma, sem a existência da mãe solteira, esses personagens não existiriam, e devemos à elas grandes feitos da humanidade, grandes exemplos de humildade, dedicação, resignação, sofrimento, abnegação amor expontâneo e heroísmo.

Abençoadas sejam todas as mães solteiras que se apegam aos seus filhos mesmo sabedoras de que eles são portadores de defeitos físicos irreparáveis ou de defeitos mentais que muitas das vezes os levam a cometerem crimes hediondos e até a matarem suas próprias mães, conseqüência do forte peso kármico que entrelaça seus destinos.

Abençoadas também aquelas mães solteiras que conseguem fazer de seus filhos grandes homens ou homens e mulheres comuns, mas honestos e batalhadores e que por sua vez, colocarão no mundo outros seres que darão orgulho a suas avos que outrora foram estas mães solteiras.

Abençoadas as mães solteiras que apenas parideiras colocam no mundo seres que alegrarão outras famílias sendo delas o esteio, a base de sua união familiar e darão também enorme contribuição a humanidade, positiva ou negativamente. O importante é que esses seres teriam que vir ao mundo e só poderiam vir através dessas mães, abnegadas e sofredoras, que por nove longos meses os carregaram em seu ventre, aqueles que elas pensaram em rejeitar e expulsar sem dó nem piedade e não o fazendo resgataram com esses mesmos seres e com a humanidade, grande parte de suas dívidas kármicas.

A mãe solteira, por ser quem são, mulheres sós e abandonadas pela sorte, são a meu ver dignas dos maiores elogios e são as maiores heroínas da humanidade, que Deus pôs no mundo e cumpriram seus deveres a custa de muita dor, suor e lágrimas.

Agradecimentos

À minha Querida e Saudosa Esposa Conceição Aparecida Yezzi que foi desde o noivado a principal pessoa que me ajudou na captação das mensagens e que com seu sacrifício pessoal se dedicou a vida toda até seu desencarne para que esta obra viesse a se tornar realidade.

À minha querida filha Regianne e a seu esposo Paulo que juntos, posteriormente, sempre me apoiaram moral e fisicamente.

Ao meu querido Irmão Francisco J. Yezzi e sua família, que não só me incentivaram e me apoiaram durante toda esta vida, bem como me auxiliaram nos momentos de dificuldades materiais.

À Helenice Rodrigues, de Jundiaí, S.P., cujo esforço e dedicação na divulgação de minhas teorias e palestras, motivaram-me a dar continuidade ao meu trabalho, fazendo com que não entrasse em desânimo. Uma espírita ufóloga, lutadora incansável que nunca esmoreceu frente a todos os problemas que surgiam à medida que ia adentrando neste assunto.

Ao saudoso repórter de “O Diário”, de Ribeirão Preto, Senhor Lagamba, cuja excelente reportagem sobre uma de minhas palestras naquela cidade, desencadeou o interesse do público sobre este assunto, na época, tão controvertido.

Ao saudoso Comendador Dr. João Evangelista Ferraz, meu primeiro grande incentivador, que através das reportagens e palestras fez com que eu pudesse vir a publico colocar meus conhecimentos guardados há tanto tempo, desde 1978.

Ao saudoso Dr. José Antônio Gonçalves de Almeida e seu inseparável amigo Dr. Gil Vicente da Silva Parisi, de Ribeirão Preto, que doavam ou vendiam tudo o que de mais útil lhes fora no momento, para que minhas primeiras palestras se realizassem naquela grande e hospitaleira cidade de Ribeirão Preto.

A querida Ana Francisca Silva Coutinho, que como uma perfumada flor veio aromatizar minha vida.Trabalhou intensamente na revisão da primeira edição deste livro, o que não pôde evitar a troca dos disquetes certos pelos errados, na tipografia, e que ocasionou os erros infantis encontrados naquela edição. Casamo-nos posteriormente, e ela, integralizando-se com os meus assuntos, contribui sobremaneira até hoje para o aperfeiçoamento desta edição e das edições futuras dos meus próximos livros em andamento.

A todas as pessoas, que durante este tempo passado de minha vida, contribuíram para que eu chegasse até aqui. Algumas colocando tropeços no meu caminhar para testar a minha fibra, outras dando tudo de si para o meu bem estar.

DEUS lhes pague a todos. Esta obra é um pouco de cada um de vocês. Foram vocês todos que, de certa forma, a escreveram através de mim.

D. Yezzi, o autor